terça-feira, 10 de maio de 2016

3 atitudes para vencer as preocupações

3 atitudes para vencer as preocupações
Você vai se surpreender com o resultado
publicado em 10/05/2016 às 00:31.
Por Núbia Onara/ Foto: Fotolia


 

Quem nunca se preocupou com nada que atire a primeira pedra. Preocupações chegam sem pedir nenhuma licença, sem a menor cerimônia. Ao abrirmos os olhos pela manhã elas já nos bombardeiam. Parece até impossível nos desvencilharmos delas. Parece, só parece. Existem 3 atitudes que podem nos ajudar a vencer aquela inquietação interior que acontece quando estamos preocupados com alguma coisa, e elas estão descritas na passagem bíblica citada abaixo, da carta aos Filipenses escrita pelo apóstolo Paulo:


“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.” Filipenses 4.6


Primeira atitude: Oração


Orar é conversar com Deus. Contamos para todos ao nosso redor os problemas que têm acontecido com a gente – às vezes até murmurando –, como se estivéssemos em uma busca ardente pela compreensão das pessoas, a piedade delas. Mas não temos a mesma conversa com o nosso Criador. A preocupação nos faz ter a impressão de que o problema é maior do que realmente é, nos tira a visão de uma saída, de uma solução. Porém, quando conversamos com Deus, a nossa mente se expande e conseguimos enxergar o que fazer para resolver.


Segunda atitude: Súplica


Porém, há problemas que surgem contra os quais não há nada mais que possamos fazer, nem a quem recorrer aqui na Terra. Nesse momento bate o desespero, e é aí que a súplica entra em ação. Suplicar é pedir insistentemente e de maneira humilde um grande favor. E a quem melhor poderíamos render a nossa súplica do que a Deus, que não resiste aos humildes de coração?


Terceira atitude: Ação de graças


A terceira atitude é agir em agradecimento ao que Deus fará, mesmo antes de ver isso. Isto é: uma ação que demonstre a sua confiança nEle. Quando você confia, o que acontece? Você deixa de se preocupar com aquilo. Quando vem aquele pensamento, você logo decide não fixar a sua mente nele porque você confia que Deus está no controle de tudo. É nesse momento que o problema perde o poder que estava tendo sobre você.


Que tal agora você, além de tomar essas 3 atitudes, compartilhar essa mensagem em suas redes sociais? Deve ter muita gente preocupada precisando aprender isso também.





Voluntários da UNIVERSAL fazem a diferença em um domingo na Fundação CASA.






Que surpresa agradável no ultimo domingo as jovens da unidade da Mooca receberam a visita do Grupo T-Amar com muita alegria no clima de festa as integrantes do grupo T-Amar formada por uma equipe de fé composta por esposa de bispos e pastores da UNIVERSAL que tem por objetivo transformar mulheres fragilizadas em pessoas decididas e fortes, capazes de superar as experiências ruins do passado e construir um futuro melhor. 



Ao inicio do evento o Cantor Junior Reis cantou lindos louvores para louvar e adorar o Senhor Jesus encantando a todos os presentes. Também esteve presente o pastor Geraldo Vilhena Coordenador Estadual da Evangelização das unidades da Fundação CASA junto com os voluntários da UNIVERSAL, o teatro da UNIVERSAL na Fundação CASA e as cantoras Beatriz e a cantora Caroline, 



em seguida as integrantes do grupo T-Amar Amanda e Edna e Ana apresenta o projeto do Grupo T-Amar e fala que investimos no apoio, conscientização e valorização das mulheres que criam seus filhos sozinhas, além de apresentar a fé que as ajudará a vencer seus desafios pessoais e familiares. Contamos com conselheiras voluntárias, preparadas para prestar ajuda emocional, espiritual e orientar no cuidado com os seus filhos, na seqüência deu uma palavra de fé para as jovens da Fundação CASA Mooca falou que Deus habita no Céu em um Santo Lugar que as pessoas pensam que ele esta longe, mas Deus habita também com os humildes os contritos, abatidos de espírito e que se nós chamarmos ele vai estar no meio de nós, para nos ajudar e nos socorrer. Na seqüência faz uma oração da fé junto com as integrantes do grupo T-amar para libertar as jovens de todo mal, logo em seguida levam as jovens a entregar a suas vidas para o Senhor Jesus, depois o cantor Junior Reis canta um louvor para adorar o Senhor Jesus. Na seqüência no clima de muita alegria e descontração foram servidos muitos bolos, panettones, chocolate, e refrigerantes. 




















Que o Senhor Jesus abençoe todos os funcionários da Fundação CASA e os voluntários da UNIVERSAL.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Bora ver evento da UNIVERSAL na Fundação CASA.

Bora ver evento da UNIVERSAL na Fundação CASA.



















Neste último domingo, foi realizado no clima de muita alegria uma grande festa para os jovens e famílias da Fundação CASA UI-São Paulo, foi montada uma mesa no meio da quadra com muitos arranjos de flores e deliciosos bolos preparados pelos voluntários da UNIVERSAL com muito amor e carinho, uma festa que vai ficar marcado para os jovens e famílias e os funcionários da Fundação CASA São Paulo. O evento contou com a presença da primeira tecladista da UNIVERSAL a cantora Cristina Miranda junto com a cantora Caroline dos Santos cantou lindos louvores para adorar e glorificar o Senhor Jesus contagiando a todos os presentes. Logo em seguida o grupo do teatro fundação CASA apresentou a peça (A Morte) conta a historia de um homem, que só pensava em trabalho, mas quando se deparou com a morte, muda completamente seus conceitos, na seqüência o pastor Geraldo Vilhena Coordenador responsável pela Evangelização na Fundação CASA de São Paulo da uma palavra de fé para os jovens e família citou o livro (I João 1:9) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” e explicou que existe a justiça e a injustiça, a justiça é de Deus e a injustiça é do diabo e que vocês sofrem uma injustiça colocada pelo mal e que esse mal entrou em suas vidas fazendo cada um de vocês serem injustiçado e que o problema de seus filhos é extremamente espiritual e que para poder ter a justiça de Deus é necessário entregar totalmente a vida para o Senhor Jesus porque só através da fé no Senhor Jesus pode haver uma libertação de toda ação do mal, logo em seguida o voluntário Fabio conta o seu testemunho quando estava na criminalidade e como ele foi liberto da ação do mal e hoje tem a sua vida totalmente transformada, depois o voluntário Nelson conta também o seu testemunho quando vivia na vida errada e que só através da fé no Senhor Jesus hoje ele é liberto e feliz, na seqüência o voluntário Laudelino relata o seu testemunho que ele tinha um ódio que não conseguia controlar das pessoas, havia uma vontade incontrolável de matar, mas quando ele aceitou o Senhor Jesus ele foi liberto de todo mal que colocava aquele ódio incontrolável e que hoje ele tem paz no seu coração e que só o Senhor Jesus pode dar a ele a verdadeira paz e a verdadeira felicidade, logo em seguida o voluntário Walter conta o seu testemunho quando vivia na vida do vício e que só através da fé no Senhor Jesus se libertou de todo vício causado pela força do mal e que hoje ele tem uma vida transformada e liberta. Na seqüência o pastor Geraldo Vilhena junto com os voluntários convida os jovens e os familiares a fazerem de mãos dadas um circulo de oração no meio da quadra da fundação CASA São Paulo e faz a oração da fé para que os jovens e as famílias tivessem uma libertação de toda ação do mal. Depois leva todos os presentes a se arrepender dos pecados e entregar a suas vidas para o Senhor Jesus. Na seqüência a festa ficou ainda mais animada quando foram servidos muitos bolos e refrigerantes e sorvetes para todos os jovens e famílias e funcionários da fundação CASA São Paulo, logo em seguida a competição do jogo de futebol UNIVERSAL contra a Fundação CASA finalizando o evento, todos os funcionários da Fundação CASA agradecem pela visita dos voluntários da UNIVERSAL.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Muito além do decote

Muito além do decote

Descubra se você está sendo vulgar na maneira de se vestir e confira o que mais chama a atenção dos homens








Os homens lutam para entender o comportamento das mulheres, mas o que muitos não sabem é que elas também querem saber o que se passa na cabeça deles. Por isso, a equipe da Folha Universal reuniu quatro homens de diferentes profissões para desvendar o que eles pensam das mulheres que se vestem com roupas apertadas e provocantes.
Durante um bate-papo descontraído, conversei com Danilo Ferreira, assistente administrativo, Thiago Henrico, radialista, Alan Nazário, advogado, e Andre Alves, assistente contábil. Mostramos diferentes fotos de mulheres famosas e desconhecidas, todas usavam trajes decotados, curtos ou sensuais. As respostas me surpreenderam. Realmente, nós, mulheres, devemos prestar mais atenção na opinião deles.
Entre as ilustrações, estava a da atriz e modelo Pamela Anderson, um exemplo de mulher que tenta usar o corpo a seu favor e que, com roupas ousadas, chama a atenção tanto de homens como de mulheres. Danilo, quando viu, não pensou para responder e a primeira palavra que veio a sua cabeça foi vulgaridade. “Lógico que chama a nossa atenção, mas é aquele tipo de mulher que só convidamos para sair uma vez”, completa o assistente administrativo. Ele está solteiro e contou que o maior diferencial das mulheres hoje em dia é a discrição.
A foto seguinte foi de outra modelo com uma roupa justa. A reação de Thiago foi imediata “que falta de respeito com ela mesma”, afirmou o radialista. “Eu acho desnecessário usar isso. Não sei nem como ela conseguiu entrar nessa roupa. Ela quer mostrar para as pessoas algo que talvez nem seja a realidade dela”, opina Thiago. Ele é casado e revelou que sua esposa o conquistou pelo que ela é e não precisou apelar para esse tipo de atitude.







“Mas lógico que beleza é um cartão de visita”, afirmou Andre, ao ver a terceira foto. A imagem era de uma mulher com short curto e blusa decotada. “Mas, se for pensar em ter algo mais sério, eu não gostaria que minha companheira se vestisse desse jeito. Hoje em dia, infelizmente, quem se veste assim some na multidão de tão comum que é”, destaca o assistente contábil. Assim como Danilo, ele também está solteiro e quando vê mulheres quase seminuas encara isso como um desespero da parte delas.
Para o advogado Alan Nazário, que se casará dentro de poucos dias, o homem não deve aceitar mulheres que se vistam assim. “Porque se tiver algo sério no futuro, será prejudicial para o relacionamento. Mulheres que se vestem assim atraem olhares de outros homens e acredito que ninguém gosta disso”, afirma Nazário.
Em seu blog, o bispo Macedo afirma que a mulher vulgar é como mercadoria de queima de estoque: exposta para qualquer um ver. “Empoeirada e embaralhada com as demais, não tem valor significativo. Seus consumidores tampouco são especiais. Procuram pela melhor oferta”, afirma o líder da Universal.
As pesquisas comprovam: nada fácil é atrativo






Não são somente nossos entrevistados que pensam assim. Enganam-se as mulheres que acham que esse modo de se vestir é a arma certa para encontrar um amor. Um estudo conduzido na Inglaterra e publicado pelo jornal britânico Daily Mail apontou que quase 50% do time masculino prefere mulheres que se vestem com mais classe (e tecido), como a mulher do príncipe William, Kate Middleton, em detrimento de outras que gostam de vestimentas ousadas, como a cantora pop Rihanna.
Para a psicóloga Cynthia Marsola há uma explicação. “O que está ‘oculto’, o que é misterioso, geralmente ‘fascina’. Todos nós gostamos de desvendar mistérios. A mulher ‘desnuda’ mostra insegurança e, de certa forma, ‘perde’ a beleza”, afirma a especialista. 
Thiago concorda e, segundo ele, nenhum homem gosta do que é fácil, mas sim de conquistar e, quanto mais difícil, mais valor eles dão para a mulher.
Mas como, então, chamar a atenção deles?







Não ser vulgar está longe de ter que usar roupas iguais às que nossa avó usava, por exemplo, mas sim ter bom senso na hora de escolher como montar os looks. O segredo é saber se vestir bem, mas sem exagerar.
O palestrante e apresentador do programa “The Love School”, Renato Cardoso, explica que a atenção que a mulher deseja do homem é obtida de outras maneiras e não por meio das roupas ousadas. “O que faz a mulher mais atraente para o homem é a graciosidade e a feminilidade. Valores que têm entrado em extinção nas mulheres hoje em dia”, esclarece Renato Cardoso.
A esposa de Renato, a escritora Cristiane Cardoso, conta que, quando a mulher é facilmente influenciada pela moda, pela maioria ou pelas circunstâncias, ela perde a sua originalidade e fica igual a todo mundo. “Ela se torna uma mulher de pouco valor e que não é diferente da maioria. Quando se acha uma peça de roupa em cada esquina, na feira, no mercado, o que concluímos sobre o seu valor?”, questiona Cristiane.
As que gostam de roupas que mostram o corpo estão dando um tiro no próprio pé. Mulher inteligente não usa o físico, mas sim a mente. Ela é como uma joia rara e o seu valor vai muito além da aparência. Então, invista no seu interior e aposte em descobrir as suas qualidades, em quem você é por dentro e, dessa maneira, mostre ao mundo a beleza que vem da sua alma.





Nesta ultima quinta-feira,Pastor Geraldo de Vilhena Coordenador Estadual de Evangelização, nas unidades da Fundação Casa de São Paulo, fez uma oração de libertação, em seguida deu uma palavra sobre a importância do novo nascimento e levou os jovens a buscarem a presença de Deus. No termino da oração 02 jovens tomaram a decisão de se batizar nas águas. 

O pastor Geraldo Vilhena orientou os jovens o que siguinificava o Batismo nas Águas.  




Um comentário:

  1. Tenho a certeza de que estes jovens que aceitaram Jesus Cristo dentro da Fundação Casa , vão sair
    de lá para fazer toda a diferença aqui fora.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Os homens sabem identificar as emoções femininas?

 Os homens sabem identificar as emoções femininas?

Saiba quais as implicações para o relacionamento do casalMuitas mulheres reclamam da falta de sensibilidade masculina na hora de compreendê-las. E o que muitas delas já sabiam, na prática, foi confirmado pela ciência. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, os homens não sabem identificar emoções ou o que se passa na cabeça feminina apenas olhando para o rosto e demonstram mais dificuldade na tarefa em comparação com as mulheres.

A conclusão foi baseada na análise de fotos de rostos por voluntários de ambos os sexos e pelas impressões que cada um tinha sobre as imagens. Os cérebros dos participantes foram escaneados e o tempo de resposta foi medido. Os voluntários precisaram responder primeiro se a foto era de um homem ou de uma mulher e depois dizer o quanto inteligente a pessoa parecia. Depois, precisaram fazer julgamentos sobre a personalidade de cada um.
Na primeira etapa não houve diferenças significativas entre as respostas masculinas e femininas, mas quando chegou a hora de formularem suas impressões os homens demonstraram muitas dificuldades. Os testes revelaram que a região do cérebro responsável pelos julgamentos sobre as emoções ficaram muito mais irrigadas nos voluntários masculinos, o que aponta que eles precisam se esforçar mais para chegar a alguma conclusão.
Qual a implicação para o relacionamento do casal?
Fica claro que, no dia a dia de um casal, muitas mulheres acabam esperando que seus parceiros tenham a compreensão do que se passa com elas apenas olhando. Há situações em que muitas delas se decepcionam com seus companheiros, em virtude de algum erro cometido por eles, mas, ainda assim, os perdoam. Porém, demoram a esquecer o que ocorreu e costumam trazer à tona o assunto quando há alguma crise, mesmo que pequena. 
Em seu blog, o bispo Renato Cardoso, explica que é preciso compreender que homens e mulheres são diferentes para agir e reagir em diversas situações. “Os cérebros feminino e masculino são bem distintos e, por isso, homens e mulheres se comunicam de maneiras diferentes e cada um tem suas peculiaridades”, afirma.
Segundo ele, o homem é mais prático. “Costuma pensar de forma linear e separar bem as coisas. Consegue isolar o erro cometido de todo o resto, pedir perdão e olhar para frente, dando o caso por resolvido.”
O bispo destaca que o homem precisa entender que a mulher é emotiva e mais lenta para esquecer e superar o passado. “O homem deve trabalhar de forma que as atitudes presentes dele não façam a esposa lembrar-se do que passou. Em vez de ficar irritado com a mulher, precisa dar o tempo necessário para que ela possa recuperar-se.”
A compensação do lado feminino é entender que a emoção é a forma errada para resolver problemas. “É péssima para a comunicação. A ferramenta certa é usar a razão, a inteligência para se expressar com clareza e com o objetivo certo”, esclarece o bispo.

































Filhos das internas da Fundação Casa.

Por Andrea Dip andrea.dip@folhauniversal.com.br
Uma porta pesada de ferro se abre. Um guarda, um detector de metais e uma cabine blindada aparecem. Mais alguns passos, e o barulho da porta se fechando identifica que daquele lugar não entra e sai quem quer. Um caminho de concreto, mais algumas portas, mais um ou dois guardas, mais um portão fechado. Através das grades é possível ouvir bebês e vozes de adolescentes. Lá, o clima tenso desaparece e, às vezes, dá para esquecer que se está em uma Unidade Feminina de Internação Provisória (UIP) da Fundação Casa, ex-Febem. Em poucos metros quadrados funciona a Casa das Mães, que separa adolescentes grávidas e com bebês das outras internas. Ao todo, a unidade abriga 118 meninas de 12 a 20 anos incompletos, e o tempo médio de internação é de 1 ano e meio. No momento da visita, algumas meninas pintavam quadros, outras faziam pães e doces em uma grande cozinha. K., de 16 anos, era uma delas. De avental branco e sorriso largo, ela conta que “rodou” (foi pega), junto com o marido, de 48 anos, por tráfico de drogas e está na UIP há 9 meses. “O juiz disse que ele me usou. Mas eu acho que ninguém usa ninguém, vai por esse caminho quem quer”, diz a jovem, que entrou grávida de 4 meses e teve a filha num hospital conveniado à Fundação. “Eu entrei dizendo: ‘vou traficar, a vida do crime é isso mesmo’. Agora, penso na minha filha, em como vai ser.” Até março de 2006, as meninas que entravam grávidas na Fundação Casa eram levadas a um abrigo assim que os bebês nasciam e lá ficavam com os filhos por 4 meses. Após esse período, as mães voltavam para a internação e os filhos iam para a família da menina ou para um orfanato. Grande parte das meninas fugia e nem voltava para a Febem. A Casa das Mães, com 12 vagas, não supre a demanda de todo o Estado, mas é a única em São Paulo e possibilitou que os bebês fiquem com as mães até o final da medida sócio-educativa. “Aqui é feito o pré-natal, há acompanhamento psicológico. Os bebês são tratados no posto de saúde da região, tomam as vacinas e não lhes faltam alimentos, roupas e estrutura”, conta Maria Isabel Melo, diretora do Internato Feminino, que fica no bairro da Mooca, zona leste da capital paulista. As roupas e brinquedos chegam através de doações e, por vezes, são trazidos por familiares das meninas. Ali, os bebês ficam 24 horas ao lado das mães. O quarto grande é coletivo, com berços ao lado das camas. As meninas lavam a própria roupa e a dos filhos, ajudam na comida, na limpeza e têm oficinas de panificação, manicure e, a mais procurada, de bordado. Maria Isabel explica que as adolescentes que chegam grávidas têm geralmente o mesmo histórico: “O tráfico é o motivo mais comum. Geralmente, é por amor. Elas se envolvem na vida dos companheiros e quando elas vêm para cá, eles são presos. A maioria já tem filhos de outros relacionamentos”, diz. Essa é a história de J., 17 anos. Há poucos dias na unidade, está grávida de 38 semanas e conta que deixou uma filha de 3 anos com a mãe. Esse é seu maior sofrimento. “Minha mãe cuida bem, mas disse que não vem me visitar nem trazer minha filha, porque preciso pagar pelo que fiz. Entrei para o tráfico porque era o caminho mais rápido para comprar as coisas que eu queria. Mas nem de perto é o caminho mais fácil”, diz, amadurecida pela realidade. E para o futuro? J. faz uma pausa de silêncio enquanto mexe na longa trança de cabelos negros: “Quero conhecer pessoas que me ajudem não com dinheiro, mas com um ombro. Quero cuidar da minha família, dos meus filhos”. E o pai? “O pai da minha filha é do crime. E o pai do meu filho está preso”. Para o psicólogo Rubens Maciel, as meninas que vão para a Fundação Casa têm a família desestruturada ou vivem em situação de miséria. “Elas saem de casa porque o convívio com os pais e irmãos é degradante, violento. E, não encontrando segurança em casa, vão procurar esse carinho em um namorado que também vem de uma situação semelhante”, explica. Por esse quadro caótico, Maciel acredita que a situação dos bebês que nascem atrás das grades é relativa. “Se você comparar com a rua, eles estão em uma situação melhor, porque nada falta, estão num ambiente seguro. Mas, se comparada à situação de uma família estruturada, eles estão em uma condição pior, porque estão privados de liberdade por um delito cometido pela mãe”. É o caso da bebê de G. (de 18 anos), interna há 1 ano e 4 meses. “Ela está engatinhando e quer ir para fora, vai até o portão e quer sair”, conta. O caso dela é o mais grave entre as oito meninas que ocupam a Casa das Mães. Após alguma resistência, conta que cometeu latrocínio, roubo seguido de morte. Ela também estava com o marido no momento do crime e ainda tem 3 ou 4 meses como interna para cumprir. Quando sair, pretende ir morar com a sogra no interior e aceitar qualquer trabalho. “Não posso ficar escolhendo, né?”, diz a adolescente. Sobre sonhos e o futuro, elas não falam. Dão respostas vagas. O fato é que as meninas estão entrando para o crime cada vez mais cedo. Em 2000, a idade média das internas era de 18 anos. Hoje, as meninas “rodam” com pouco mais de 15. E descobrem, nas palavras de J., que esse caminho é “rápido, mas nunca fácil”. Berçários e creches nas prisões O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no fim do mês passado, uma lei que garante condições mínimas de assistência a mães presas e recém-nascidos. O texto determina que as penitenciárias femininas tenham berçários onde as mães possam cuidar e amamentar os filhos até, no mínimo, 6 meses depois do nascimento. A lei assegura ainda que haja acompanhamento médico pré-natal e pós-parto. Até então, as detentas ficavam com os bebês até os 4 meses de vida e depois davam para a família ou para abrigos, dependendo da situação. As prisões deverão também ter creches com profissionais qualificados para abrigar crianças de 6 meses a 7 anos, cuja mãe esteja presa e seja a única responsável. A autora do projeto, deputada Fátima Pelaes (PMDB/AP) ressaltou à imprensa que a lei é uma “obrigatoriedade de que realmente os presídios femininos disponham de um atendimento à mãe e à criança”. Fátima, que nasceu em um presídio e viveu nele até os 2 anos de idade, afirmou também que: “Toda mulher tem direito de ser mãe e toda criança tem direito à convivência com essa mãe, ao carinho e ao afeto. Isso faz diferença na vida dos dois.”